Amor de Perdição


O que dizer da obra Amor de Perdição

Que seu enredo é muito próximo ao de outros livros que tratam do amor em sua forma mais pura, angustiada e desmedida? 

Que o autor bebeu na fonte de Romeu e Julieta de Shakespeare? 

Que sua leitura é um pouco difícil por apresentar palavras arcaicas que o distanciam de muitos leitores não familiarizados com estes termos? 

Sim. 

Porém pode-se dizer também que apesar dos exageros que cercam esta novela de amor passional, ela é fascinante e consegue prender a atenção do leitor que decide desbravá-la.

A obra conta a história de Simão Botelho e Teresa de Albuquerque, os quais são vizinhos e apaixonam-se perdidamente. Entretanto suas famílias são rivais e quando desconfiam do amor entre os jovens fazem de tudo para separá-los. Como se não bastasse, Teresa é prometida em casamento a um primo e após seu pai tentar casá-la com este sem sucesso, decide interná-la em um convento. Assim, todos os fatos que cercam o casal enamorado formam um verdadeiro prelúdio de infelicidades.

Ilustração de Natália Nesterova
Camilo Castelo Branco foi um grande boêmio com vários problemas pessoais principalmente amorosos, mas apesar de seus infortúnios ele possuía uma habilidade incrível para escrever, fato que pode ser confirmado através do pouco tempo que ele despendeu para criar Amor de Perdição.  O autor utilizou a obra para apresentar e fazer críticas de forma clara e simples sobre a sociedade da época (preconceituosa em relação à posição social das pessoas) e ao clero e sua falsa imagem de retidão contra os vícios e as intrigas. 

Vale a pena ler!

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