A passagem do tempo

Olá Leitores!

Hoje comemoraremos o Ano Novo!

Para muitas pessoas essa passagem do tempo não é apenas um momento festivo, mas sim uma ocasião extremamente especial que funciona quase como uma espécie de magia universal, capaz de fazer com que tenhamos uma nova chance de recomeçar nossas vidas, nossos planos, objetivos, sonhos, desejos e muitos outros que não conseguimos realizar no ano que se encerra. 

Para mim, hoje é impossível não lembrar do grande poeta Mário Quintana que soube de forma tão primorosa, ilustrar com sua arte poética, a passagem do tempo: 

Seiscentos e sessenta e seis
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6.ª feira ...
Quando se vê, passaram 60 anos..
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem - um dia - um outra oportunidade, 
eu nem olhava o relógio.
seguiria sempre, sempre em frente...
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e 
inútil das horas...
(Mário Quintana - Poema do livro Esconderijos do Tempo) 

Lembro-me que quando li este poema pela primeira vez na internet, encontrei inúmeras versões do mesmo, então na dúvida acabei adquirindo um exemplar do livro Esconderijos do Tempo em um sebo, além do e-book para kindle. Hoje por curiosidade, também fiz algumas pesquisas na internet e vi que este problema ainda persiste. Em vários locais por exemplo, o poema é mencionado com o título de O Tempo, ou seja, devemos sempre tomar cuidado com as citações que encontramos na internet. 

Porém, em minhas buscas tive uma grata surpresa: encontrei no Youtube (canal Deivison Pedroza) um vídeo inspirado (uma vez que o texto na íntegra não é fiel ao do grande poeta) no poema Seiscentos e Sessenta e Seis de Mário Quintana e declamado por Antonio Abujamra.  Ao final do vídeo, achei o resultado belíssimo e impossível de não compartilhar com vocês, pois ele também combina perfeitamente com o tema passagem do tempo e com o Ano Novo. 😀

Assistam, vale a pena!😉


O tempo
A vida são deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas.
Quando se vê, já é sexta-feira.
Quando se vê, já é natal.
Quando se vê, já terminou o ano.
Quando se vê, não sabemos mais por onde andam nossos amigos!
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê já passaram se 50 anos.
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado um dia, uma oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Eu seguiria sempre e em frente e iria, jogando pelo caminho a casaca dourada e inútil das horas.
Eu seguraria todos os meus amigos, já não sei onde e como estão e diria: vocês, vocês são extremamente importantes para mim.
Eu seguraria o meu amor que está a muito a minha frente e diria: eu te amo.
Dessa forma, eu digo: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter alguém ao seu lado ou de fazer algo por puro medo de ser feliz.
A única falta que será, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.
(Transcrevi da voz de Antonio Abujamra)

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