Resenha: Série O Alienista


No século 19, acreditava-se que as pessoas que sofriam de doenças mentais estavam alienadas de sua verdadeira natureza. Especialistas que as estudavam eram conhecidos como alienistas. 

Olá leitores


Assim que soube das filmagens da série O Alienista (baseada no romance de Caleb Carr) pela Netflix e vi o trailer, fiquei muito interessada em assistir, pois adoro suspense policial de época, envolto em muitos mistérios, que tenha de preferência como pano de fundo o período histórico do século XIX e possua uma atmosfera sombria, com um pezinho nas características do universo de Sherlock Holmes de Conan Doyle. 

A série possui dez episódios se passa em 1896 e é ambientada na cidade de Nova York, a qual possuía o contraste entre a extrema pobreza e a imponente riqueza interagindo de forma perturbadora, através principalmente da prostituição e corrupção. Logo em seus primeiros instantes, ela já nos apresenta a um crime hediondo: um garoto que se vestia de menina e se prostituía, é encontrado mutilado na Ponte de Williamsburg, dando inicio a uma série de crimes violentos, relacionados com a prostituição e pedofilia de meninos em sua maioria imigrantes em situação de miséria.. E são estes crimes que o alienista Dr. Laszlo Kreizler, (Daniel Brühl) através do uso da psicologia e psiquiatria, tentará desvendar.

John More, Dr. Lazlo Kreizler e Sarah Howard

Para alcançar tal objetivo, ele montará uma equipe composta por seu amigo ilustrador jornalistico John Moore (Luke Evans), dois cientistas forenses os irmãos judeus Marcus (Douglas Smith) e Lucius Isaacson (Mathew Shear) e a secretária de polícia Sarah Howard (Dakota Fanning), que é a primeira mulher a trabalhar em um departamento de polícia, o que lhe rende algumas situações desagradáveis e desafiadoras, causadas por seus colegas machistas. Após terem o apoio discreto do novo comissário de polícia Theodore Roosevelt (Brian Geraghty), o grupo irá se unir na busca para desvendar  a identidade do serial killer e tentar prendê-lo, antes que ele faça mais vitimas.

Os irmãos Marcus e Lucius Isaacson
Apesar do tema ser um pouco cliché, e que provavelmente muitos de vocês já viram em outros filmes ou séries, ainda assim é muito interessante, acompanhar Dr. Kreizler em sua jornada para traçar um perfil psicológico do criminoso e tentar compreender, embasado nos detalhes dos crimes ocorridos e em casos de pacientes que ele já atendera, o que faz com que um ser humano comum se transforme em um assassino. 

Outro ponto positivo é a perspicácia de cada participante do grupo, como os irmãos Isaacson que utilizavam técnicas pioneiras para as pesquisas criminais, como por exemplo a existência e identificação de impressões digitais deixadas pelo criminoso. Outra personagem marcante (e que a atuação da atriz me encantou) é Sarah Howard que com sua  inteligência observadora, obstinação e força de caráter, consegue auxiliar a desvendar várias pontas soltas na busca pelo criminoso.


Muito me encantou também, a fotografia e os figurinos por serem bastante leais ao estilo da época que representam. Entretanto, apesar de tecer todos estes elogios, confesso que o desfecho me desagradou,  talvez parte deste sentimento deve-se a alta expectativa que eu criei no decorrer dos episódios, enquanto me debruçava sobre todos os seus mistérios. O fato é que deu-me a impressão de que o final poderia ter sido bem melhor, parece que toda a curiosidade plantada na mente de nós expectadores, serviu apenas para nos prender a atenção e depois entregar um fim sem grandes surpresas.

Porém, apesar deste aspecto negativo, ainda considero que vale a pena assistir O Alienista. A seguir, deixo-lhes o trailer da série:



Abraços! 

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