Poema: Órfão - Gonçalves Reis


A dor que infiltra em inflama de repente,
Vem sorrateira assim quando sozinho,
Num saboroso gosto de carinho - ,
Um sabor de afago comovente... 


Um resíduo amargo tão somente,
É o que permanece - fino espinho.
Pra quando no aconchego do meu ninho,
Ela chegar pra me deixar doente...

Pois os que foram hoje já são pó,
E meditando a madrugada só,
É triste essa saudade da ausência...

Pois os que foram, sei não vão voltar,
Por que Saudade, vem me cutucar,
`Stou órfão esta manhã de sombra e essência...

30/07/13

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