Poema: Lembrete - Idianara Lira

Tarde da noite, algo se arrasta entre a escuridão 
Desliza pelos ambientes da casa e toma meu coração 
Sinto um sopro gélido, como dedos lúgubres que me tocam 
O suor escorre frio e meus batimentos aceleram e sufocam 

Meu olhar percorre cada recôndito da sala deserta 
E um minúsculo facho de luz atravessa a cortina e depois me acerta 
Assim, percebo que estou acordada e não tenho para onde ir, 
pois o medo já está em mim e o pânico me toma de assalto, não me deixa fugir 

Uma procissão de pensamentos vagueia em minha mente 
Concentrar-se é algo impossível e o medo se torna mais latente 
Respiro fundo e tento lutar, guerra difícil já que é apenas comigo 
Até que a razão assume seu lugar como um grande amigo 

Todos um dia teremos a inevitável visita do medo 
O importante é nunca desistir e ser forte, assim como um rochedo 
E por mais difícil que pareça, é uma tarefa possível de realizar 
Basta lembrar que a vida é frágil, como uma folha no ar...



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