Dica de livro: Relicário da Maldade - Jefferson Sarmento

Inspirado em obras assombrosas de uma década já passada, o escritor e publicitário Jefferson Sarmento lança "Relicário da maldade" pelo selo Transversal, da Editora Oito e Meio


Um misterioso baú abandonado em um porão de uma antiga casa. É esse o cenário criado pelo autor e publicitário Jefferson Sarmento na obra Relicário da maldade. Lançada pelo selo Transversal da Editora Oito e Meio, a obra é inspirada em obras inigualáveis dos anos 80, como It A Coisa, A Profecia e Os Mortos Vivos.

Em sua narrativa envolvida e ambientada na década perdida, três garotos curiosos e desavisados investigam a casa da velha Augusta Dummont e acabam por liberar toda a maldade que ela havia trancafiado durante muitos anos.

Após a morte da respeitável dona e a abertura do baú, coisas estranhas começaram a acontecer. Entre as bizarrices, o corpo dela some, vermes estão à solta, portais do inferno aparecem, o diabo dá as caras e mais pessoas sucumbem à morte.

A obra se desenrola ao som de músicas que fizeram parte daqueles tempos, como Queen e Duran Duran. O autor cita personalidades ficcionais e reais como Princesa Diana e 007, e menciona diretores como Dan O’Banno e Steven Spielberg.

E, claro, como um bom e velho amante dos anos 1980, apresenta muitas teorias em relação aos alienígenas, afinal, estavam no ápice na época.
Fantasmas, a mãe de um psicopata morta e mumificada numa cadeira de rodas, o mapa para um tesouro de pirata escondido e amaldiçoado, uma passagem para outra dimensão, o caixão de um vampiro, um baú cheio de fotos que parecia ser o cadeado trancando a maldade das pessoas fora de seus corpos... qualquer ideia maluca e impossível assim. Algo que possa dançar na mente de um garoto de doze anos que adora filmes de terror e de ficção científica, fantasia e aventura. (Relicário da maldade, pág. 110)
Em O Relicário da Maldade, Jefferson Sarmento mostra todas as características freaks que os anos de 1980 trouxeram para o público. O terror crescente que dá aquele frio na barriga. Todas as criaturas típicas da época em que os efeitos especiais não eram tão fascinantes, mas mesmos assim davam a impressão de serem reais. É definitivamente uma obra que traz à tona uma era em que as crianças se divertiam e as monstruosidades davam medo.


Sobre o livro: e se houvesse um jeito de separar de uma pessoa a sua parte má, trancafiando seus vícios e maldades num baú de lembranças? E se eles escapassem de volta, todos de uma vez?

A senhora Augusta Dummont acabou falecendo aos setenta e oito anos. Simplesmente desabou sobre as pernas naquele fim de 1985. Deixou para trás seu velho sobrado e o respeito incondicional dos habitantes da pequena Cidade, mas também um segredo nefasto, guardado num baú de horrores escondido em seu porão.

Desavisados e curiosos, os três garotos da rua Dez acabam libertando toda a maldade que a velha havia trancafiado no cômodo secreto debaixo de sua casa, trazendo de volta do Relicário da Maldade o pior dos habitantes simplórios e caricatos do pequeno lugarejo.

Ambientado no meio dos anos de 1980, Relicário da maldade é uma homenagem aos livros, filmes, músicas e todo tipo de histórias fantásticas que moldaram a adolescência daquela década. Do frescor do rock nacional tocado nas rádios, gravados em fitas cassete quando o locutor parava de falar, às sessões de cinema com monstros pegajosos, alienígenas flutuando em bicicletas na frente da lua ou livros em que animais mortos reviviam ao serem enterrados em cemitérios indígenas.
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Sobre o autor: 
Formado em publicidade e propaganda, autor dos livros “Velhos segredos de morte e pecados sem perdão” (2007), “Os ratos do quarto ao lado” (2008), “Alice em silêncio” (2016) e o recente “Relicário da maldade”, lançado em 2019 pelo selo Transversal, da Editora Oito e Meio. Atualmente cursa pós-graduação em Escrita Criativa na Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro.

Redes Sociais:
Twitter: @JeffSarmento
Linkedin: jefferson-sarmento-95b880143/

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